Polémica

Comboio a vapor na linha do Vouga foi cancelado

Câmara Municipal de Águeda diz que há risco de incêndio devido ao calor, mas a CP diz que a viagem não estava confirmada.

A polémica está instalada. A Câmara de Águeda divulgou que nos dias 13, 20 e 25 de Abril, um comboio histórico a vapor iria circular na linha do Vouga. A antiga locomotiva E214 a vapor e a única de via estreita em estado operacional, iria rebocar a composição histórica que desde há dois anos costuma circular naquela linha nos meses de Verão.

“A Câmara de Águeda já tinha tudo acertado e estava disposta a participar com um montante significativo para este projecto”, Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda

A locomotiva a vapor não chegou a Aveiro no dia em que estava previsto e as dúvidas começaram a invadir as redes sociais com a falta de respostas por parte das entidades responsáveis pela iniciativa – Comboios de Portugal e autarquia de Águeda.

Ao jornal Público, a CP diz que nunca distribuiu nenhum documento sobre esta iniciativa “que estava em análise, pendente de confirmação”. Já a Câmara Municipal de Águeda diz que o folheto foi feito em conjunto com a CP e aprovado por esta empresa, tendo o próprio presidente do município, Jorge Almeida, partilhado o documento no seu facebook e no site do município.

O autarca explicou que o cancelamento desta edição especial do comboio histórico se deveu ao receio de incêndios devido à falta de chuva no mês de março e ao tempo quente e seco que pode ser esperado para Abril, que tornará perigosa a circulação de uma locomotiva a vapor numa zona de extensa vegetação.

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