Opinião

Águeda é um exemplo nas ciclovias (ou talvez não)

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Mais uma rua foi requalificada com o objetivo de dar mais atenção ao peão e às ciclovias. Falo da Rua António da Silva Brinco (junto à Escola Secundário Marques de Castilho) onde durante os últimos meses esteve em obras. A obra deu outro brilho à rua, mas voltou a enganar os ciclistas.

As obras em Águeda são diferentes ou então iguais a todas as outras. Requalificações. É assim que lhe chamam. Dizem que o objetivo é dar uma atenção maior ao peão e às bicicletas. Mentira! A Câmara de Águeda não quer saber dos ciclistas e dos piões. Quer dar a ideia de que se preocupa. Apenas isso.

Na Rua António da Silva Brinco (junto à Escola Secundário Marques de Castilho), prometiam construir ciclovias e novos acessos para os peões. O que vejo, são passeios arranjados, uma estrada melhorada e espaços para estacionar. Para as bicicletas, ficam apenas dois sinais: um sinal de trânsito a indicar que a sua circulação é permitida na via e a indicação na estrada de um símbolo de bicicleta. E a ciclovia?

Uma ciclovia serve para dar segurança ao ciclista. Uma motivação para este sair à rua e não ser desrespeitado pelos milhares de condutores que diariamente atravessam em Águeda. As “quase-ciclovias” que vejo na minha cidade são uma forma dos autarcas poderem dizer que em Águeda dão atenção aos ciclistas. Na prática, estas servem para tudo, menos para aqueles que usam a bicicleta.

Na Rua Fernando Caldeira (em frente ao tribunal), mais uma grande requalificação. As ciclovias e os passeios são diariamente e a todas as horas invalidadas por carros. Eu mesmo por vezes passo a pé e tenho dificuldade em ir à baixa de Águeda. Raramente vejo a GNR a multar aqueles que desrespeitam os peões e os ciclistas, mas são tão raras as vezes que os condutores pouco se importam.

Águeda já foi capital da bicicleta. Dizem que querem tornar a ser, mas estão muito longe. Os ciclistas querem poder andar na estrada com segurança. Se dizem que irão construir uma ciclovia, então que a façam. Se querem dar mais espaço às pessoas para estas poderem andar a pé, não deixem os carros invadir-lhes o pouco espaço que têm para circular.

Podia falar em muitas outras coisas, mas prefiro acreditar que um dia alguém que pense nas pessoas verdadeiramente vai liderar os destinos da minha cidade.

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