Águeda como nunca se viu. Foram 23 dias de música, arte e muita animação de rua

Os números ainda não são conhecidos, mas a mais recente edição do AgitÁgueda trouxe muitas pessoas
à cidade que fizeram do evento um sucesso. No ano passado, a organização estima que 250 mil pessoas vieram a Águeda. Este ano o número muito muito superior.

Arrancou a 7 de julho a 13º edição do AgitÁgueda Art Festival com concertos de Carlão e o brasileiro MC Livinho. Porém, foi na noite anterior que a diversão arrancou de forma bem silenciosa com a mítica “Festa Silenciosa” na Rua Luís de Camões. O público era tanto que houve horas de espera até o evento terminar já perto das 2h da manhã. Estava prometido mais um edição de sucesso.

O AgitÁgueda nasceu em 2006 e pelo palco do festival, distinguido este ano com o selo Fest300 2018 – The World’s Best Festivals, já passaram por aqui cerca de 800 grupos e artistas. No recinto mais colorido do mundo, nomes consagrados e novos projetos musicais constituem um cartaz convidativo.

A edição de 2018 contou com Carlão e MCLivinho; a presença de Tim e a Orquestra Filarmónica 12 de Abril; a banda NAU vencedora do concurso anual de bandas emergentes de Aveiro em 2016; a fadista Mariza, que mostrou uma das noites mais movimentadas de sempre; a jovem revelação Bárbara Bandeira; a banda Sardinha Também é Peixe, STéP; a jovem Sara Ribeiro, concorrente do Factor X em 2013; o Ídolo de 2012 Diogo Piçarra; a banda rock oliveirense Paradigma; os Moonshiners, a cantora e bailarina Blaya; a artista londrina Ella Eyre, com uma atuação energética; e muitos outros nomes de diversos géneros da música contemporânea portuguesa. A cantora e compositora brasileira, Paula Fernandes, encerrou no passado domingo o cartaz musical.

A animação de rua que este ano não se ficou apenas pela baixa da cidade, foi talvez« o ponto mais alto da edição de 2018. Pelas ruas de Águeda passaram, no mês que agora termina, estátuas vivas; body painting; danças de Portugal; encontro de fanfarras; carnaval fora d’horas, entre uma panóplia de atividades e animações, todas elas gratuitas. Atrações que trouxeram a Águeda centenas de milhares de pessoas vindas de várias partes do país e do mundo.

Habitantes, associações e lojistas não escondem o orgulho e juntam-se na organização de um evento ímpar, onde o chapéu de chuva é responsável por uma chuva de estrelas, um aguaceiro de gente e uma bátega de cor e de sol. Os hotéis e as unidades de alojamento local estiveram lotadas e cheias de turistas estrangeiros.

Não são os concertos o ponto alto do AgitÁgueda. É nas ruas da cidade que o evento se diferencia e se destaca. O Umbrella Sky, a instalação artística de guarda chuvas coloridos, criada em 2011, por Patrícia Cunha, tem atraído visitantes dos quatro cantos do mundo.

A arte urbana é, aliás, uma das apostas do AgitÁgueda. Pinturas em bancos de jardim, escadarias ou paredes, e instalações artísticas convidam os visitantes a conhecerem os espaços da cidade e a sua história. O festival disponibilizou este ano uma aplicação com o Mapa de Arte Urbana para que o público não perca nenhuma das obras de arte espalhadas pela cidade.

Mais um ano e mais uma edição de sucesso. O recinto onde o palco está situado foi muitas vezes pequeno para tantos visitantes. O AgitÁgueda terminou no passado domingo, mas os guarda chuvas, instalados em junho só serão retirados em setembro. Faça chuva ou faça sol, eles continuarão a atrair visitantes. Na edição anterior, o evento recebeu cerca de 250 mil visitantes. Este ano os números foram superados.

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