"Queremos pessoas para trabalhar e não conseguimos"
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Região de Aveiro

“Queremos pessoas para trabalhar e não conseguimos”

A afirmação é de Fernando Paiva de Castro, presidente da Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA), e foi proferida na segunda edição do Fórum Desafios e Oportunidades promovido pelo EuroBic.

Para Paiva de Castro, que fazia parte do painel de debate e tinha como parceiros Carlos Costa, diretor do departamento de economia, gestão e engenharia industrial e turismo da Universidade de Aveiro, Paulo Almeida, da Primus Vitoria Azulejos e Sandra Sousa do grupo Rui Costa e Sousa & Irmão, este facto não é alheio à diminuição de cerca de 12 mil habitantes que a região sofreu entre 2011 e 2015. Ou seja, três mil habitantes por ano.

O presidente da AIDA diz que a situação é tão alarmante que “há empresas que contratam transportadoras para trazer pessoal” para trabalhar das regiões limítrofes.

Uma situação que é tanto mais preocupante na medida em que a região conta com 77 mil empresas, cerca de 7% do total das empresas nacionais, segundo um estudo sobre a realidade exportadora da região de Aveiro encomendado pela AIDA. Estas empresas estão concentradas na sua maioria nos setores da cerâmica e serviços, seguidas pela indústria transformadora, transportes e turismo.

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27 comentários

  1. Entre deslocar me e trabalhar para ficar com nada ao fim do mês para pagar quarto e despesas ou não fazer nada e ter uma melhor vida em casa do pais, desculpem mas o burro não sou eu de certeza.

  2. Bem tentei, Mas tive de mudar de distrito para poder trabalhar. Ninguem quer recém licenciados, todos querem superhomens com idade á volta dos 25 com 10 anos de experiência dispostos a flexibilidade de horários e a receber 700€. Bem que adoro a minha cidade, mas não deu.

  3. É só pagar com o minimo de descencia e não fazer funcionario de escravo.
    Se tem muitas vagas tb tem muita gente querendo trabalhar! Mas trabalhar é muuuuito diferente de querer ser explorado.

  4. a pagar o ordenado minimo… vão buscar os que recebem do fundo de desemprego e outros , aqueles do rendimento de inserção. . mas acho que nem esses querem, pois já se habituaram a ter dinheiro no final do mês e andar de café em café.

  5. Devia ter vergonha daquilo que afirma. A quantidade de portugueses que se viram obrigados a emigrar para ter condições de vida e não se sobrevivência, sentem-se ofendidos com essa frase. Não podem pedir mundos e fundos e oferecer uma mão cheia de nada!

  6. acho que se deve ter esquecido de dizer que não consegue pessoas para trabalhar, mas de graça.

  7. Ora respondo aos anuncios que aparecem na zona e digam que tem mais de 50 anos , e esperem que vos chamem

  8. Estou farto de concorrer para a zona de Aveiro e, nem sequer sou chamado para uma entrevista presencial. A entidade patronal sabe perfeitamente que ao pagar 700 a 1000€/mês, só pode contar com os locais (com pais vivos), porque qualquer um que viva a mais de 60 km deixa o ordenado na estrada e portagens e, consequentemente fica desmotivado continuando a procurar novo trabalho. Os requisitos patronais para um licenciado em engenharias é surreal: saber todas as ferramentas da qualidade de cor e salteadas, saber trabalhar com máquinas de modelos muito específicos, saber programar as mesmas, disponibilidade de horário, disponibilidade para viagens, saber inglês, francês, alemão (e, mandarim!) e, isto tudo para ontem não dando formação como há poucos anos.. Escravatura moderna… e, nós tansos que precisamos de trabalhar aceitamos… por pouco tempo, claro! Alguém consegue recordar dos ordenados líquidos de 2000€, carro da empresa, portagens e gasóleo pagos, portátil, telemóvel, cartão de crédito da empresa e seguro de família para toda a família?! Eu recordo… mas agora só pagam 750€ e temos de levar marmita e trabalhar 12h diárias. Eu quero trabalhar!! Não quero ser escravo!…

  9. Concordo com tudo o que foi dito acima. O Português é dos melhores trabalhadores, não é à toa que várias empresas não portuguesas nos preferem como colaboradores, porque será ?
    Enquanto noutros países o que se valoriza é o empregado e não o empregador, pois sem ele não há empresa. Enquanto não houver uma mudança na mentalidade patronal portuguesa, verão cada vez menos colaboradores nas suas empresas. Nunca vi tanto porsche, ferraris, maseratis nas estradas portuguesas como se ve agora. Tenho um caso de uma amiga desempregada, que foi a uma entrevista de emprego, onde o patrão (empregador) a foi buscar muma alta bomba, qe ela nunca tinha visto. no decorrer da entrevista, quando se falou em retribuições, o senhor só podia pagar 700€, a uma pessoa com mais de 20 anos de experiência. A politica de venha tudo a nós (patrões) e nada para o que alavanca a empresa (empregados). Não vão ter colaboradores, e se os tiverem nunca vão trabalhar a 100%, pois não vão sentir qualquer motivação para se esforçarem. É por isso que há tanta gente a viver do subsídio. Pois quando se confrontam com um emprego não veem qualquer motivação para aceitar.

  10. É possivel que tenham falta de pessoal, possivelmente por várias razões, eu fui a essa empresa pedir trabalho e deixei o meu curriculum, à meses e até hoje não obtive resposta da parte da empresa, será por eu ter 51 anos, trabalhei em vendas e montagem de aluminio durante 8 anos, possivelmente falta o diploma de montador de aluminio.

  11. A pagar miséria de ordenado e até dar cabo das costas, fassam como o outro industrial textil do norte mandou vir gajos do Peru ou lá da América central para trabalhar, e ate fez blocos de apartamentos para eles viverem, depois de lhes cobrar a renda piuco lhes resta para comerem, mas passado uns anos assim que que eles conseguirem cidadania portuguesa mandam- se logo para França ou mais acima, e depois ele manda vir mais, mas em Portugal não ficam, é uma passagem para entrar na Europa.

  12. Não falta “gente” para trabalhar ! Falta é renumeração adquada as funções que pretendem… enquanto se mantiver a mentalidade de querem GENTE QUALIFICADA E EXPERIENTE a preço de mão de APRENDIZ sem qualificações e sem experiencia irá sempre faltar… Funcionario bem renumerado produtividade e satisfação garantida
    Não como fazem LICENCIADO COM EXPERIENCIA A PRECO DE ORDENADO MINIMO !

  13. Boas empresas se fazem com bons lucros, bons lucros se fazem com bons trabalhos e de forma especializada, bons trabalhos fazem se com bons trabalhadores e bons trabalhadores fazem se com bons salários, só que muitos ditos patrões só lhes interessa pagar o misero ordenado minimo e por esse valor fica se em casa a receber os subsidios do estado e depois dizem que não há ***colaboradores*** como nos chamam agora e mais não digo

  14. Lei da oferta e da procura. Paguem melhores salários. Incentivem as pessoas a mudar-se para a região. Atraiam-nas para os vossos negócios. Não queiram lucrar este mundo e o outro com políticas de baixos salários.

  15. Conheço pessoas que querem trabalhar. Mas, umas são velhas e outras , falta lhes o décimo segundo ano . De quem será a culpa da falta de trabalhadores?

  16. É a globalização. De 1990 a 2010 o país cresceu muito em obras. A nível nacional as obras acabaram e as pessoas emigraram. A nível patronal foram 20 anos a roubar no IVA. Em média 35% do PIB. As empresas não criaram estruturas. A economia paralela criada no tempo do Cavaco destruiu um país. Todos reclamam do SNS, mas fugir aos impostos não reclamam. Quem faz Portugal são os portugueses.

  17. Concordo com a Leonilde Povoa porque não é fácil para a entidade patronal que se vê com elevados encargos fiscais.

  18. Se estivessem preocupados em aumentar os ordenados de forma decente e não uns 20 euros, que se diga que para nada servem e nem se nota no finsl do mês, de certeza que não se preocupavam em arranjar mão de obra, enfim é o Portugalito que temos, una com tudo e a quererem mais e outros sem nada, mas que parece que começam a abrir um pouco os olhos….

  19. Pois mas enquanto o salário se pautar pelo mínimo possível e, os trabalhadores ou colaboradores este nome pomposo que agora lhes atribuem (aliás não deixa de ser verdade colaboram e muito para o enriquecimento alheio) não forem reconhecidos pelo mérito do trabalho prestado não vale a pena trabalhar aqui ou então trabalha-se em algo onde o que fazes não é relevante e o salário é o mínimo possível O patronato que não se queixe, foram eles que atribuíram as regras do jogo. Se assim não fosse o salário mínimo seria de 1200 euros comparáveis aos outros países da comunidade europeia e duvido que os trabalhadores preferissem trabalhar noutro país.

  20. Concordo com todos os comentários acima.. Mas se a luxos para os patrões… Também há imposto e uma carga fiscal absurda.. Um ordenado mínimo Para o funcionário representa 900€em média para o patronato.. Atenção que não estou a defender ninguém …o nível de vida está muito elevado… Eu já tive 3 empregos ao mesmo tempo. Não deveria ser assim… Mas também existe muito boa gente que prefere o subsídio.. Ao trabalho. Ora se houvesse incentivo às empresas, é menos ao desemprego de longa duração.. Havia muito mais mão de obra . Mais fiscalização, haveria menos abusos patronais.. Infelizmente o estado é o primeiro empregador a prevaricar com o abuso dos trabalhadores precários.. Entre outros… Depois . É uma pescadinha de rabo na boca…

  21. Pois…. É uma realidade a falta de mão de obra mas a culpa tb é das entidades patronais que pagam uma miséria de ordenado.
    Tem que se criar boas condições de trabalho e ordenados mais elevados.
    Agora tudo paga o ordenado mínimo…. Uma miséria para se viver nos dias que correm.

  22. É um facto, não só em Águeda mas um pouco pelo território nacional há uma de falta de mão de obra e maior ainda a falta de mão de obra qualificada e claro numa escala menor condições laborais à medida.
    Ja estive do lado do desempregado onde fiz por me qualificar enriquecer o Curriculum, obviamente que na atualidade e referente à “notícia” acima, cada vez mais se vai ressentir a falta de colaboradores, parte desses que haviam em abundância seguiram o conselho dos nossos políticos e foram procurar futuro alem fronteiras.
    Um colaborador licenciado na área com qualificações e com potencial de mais valias à empresa, não pode de forma alguma ganhar os miseros “trocos” que se vê por aí.
    A qualidade laboral sempre teve e sempre terá o seu preço. Temos muitos exemplos concretos na Europa não precisamos ir mais longe.

  23. Isto está como o estado e os patrões querem
    Pagar decentemente nao,mas luxo para luxo já teem dinheiro

  24. Concordo com a opinião anterior. Procuro voltar a Portugal desde o ano passado e as condições oferecidas, começando pelo ordenado, não são interessantes. Sobretudo quando noto um custo de vida alto comparado ao país onde trabalho (França) actualmente. O melhor ordenado que me ofereceram foi a rondar 800€ se fizesse horas extras final do dia ou sábados.

  25. Que essas ditas cujas empresas contratem quem quer trabalhar, e deiem lhe condições laborais. Por falta dessas condições é que perderam essa mesma mão de obra para países estrangeiros que destinguem e promovem boas condições de sobrevivência.

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