Se queres vir a Águeda, a melhor altura é no mês de julho, quando a cidade se enche de cor, criatividade e diversão vindo do festival AgitÁgueda. Este evento de três semanas transforma o centro da cidade num país das maravilhas artísticas, com performances espontâneas e instalações de arte urbana.

A Pateira de Fermentelos, a maior lagoa de água doce em Portugal e na Espanha está a poucos minutos da cidade e há uma variedade de casas, galerias de arte, museus e locais históricos escondidos na cidade e no campo.

Hoje, vamos explorar as 13 melhores coisas para fazer em Águeda, segundo os blogues mais conhecidos de turismo:

1. AgitÁgueda

Uma gigantesca tenda no Largo 1º de Maio na zona ribeira é a base de uma cultura bem animada que já tem mais de uma década. Falamos do AgitÁgueda.

Durante cerca de três semanas, em julho, há uma programação lotada de concertos, workshops e outras atrações artísticas. O evento coincide com instalações de arte pública sensacionais.

O mais icônico e famoso nos quatro cantos do mundo é o Umbrella Sky Project, no qual as ruas no centro da cidade são ensombradas por cerca de 3 mil guarda chuvas coloridos.

Há sempre algo a acontecer, dia ou noite, seja arte urbana que transforma postes de eletricidade, montras de lojas, bancos e escadas, ou concertos improvisados, flashmobs, desfiles e concertos noturnos.

2. Igreja da Trofa

Um dos melhores patrimónios do município de Águeda é a Igreja da Trofa, monumento nacional português.

A igreja paroquial da Trofa tem origens medievais, mas foi refeita durante a Renascença nos anos 1500. Inicialmente foi chamada de Igreja de São Salvador da Trofa, entre o século XVI e XVIII.

Nesta igreja está localizado o Panteão dos Lemos, um notável conjunto escultórico renascentista datado do século XVI e atribuído a João de Ruão. A Igreja da Trofa, compreendendo os túmulos dos Lemos, encontra-se classificada como Monumento Nacional.

Em cada um dos lados abrem-se dois arcos que abrigam arcas tumulares. Do lado da Epístola situa-se um belo conjunto de sepulturas, nomeadamente a do cavaleiro Diogo de Lemos, fundador do panteão, cuja estátua jacente, da autoria de mestre Hodart, e, pela sua pujança e rigor de linhas, uma das obras-primas da escultura renascentista portuguesa.

3. Pateira de Fermentelos

A maior lagoa natural da Península Ibérica fica a 15 minutos do centro de Águeda.

As margens da Pateira de Fermentelos são pantanosas, que é exatamente o que a sua população saudável de aves residentes e migratórias gosta.

É uma zona muito rica em fauna, flora e espécies aquáticas, incluindo diversas espécies de aves tais como: rabilas, curtos, pica-peixes e vários tipos de patos. Na flora podemos encontrar desde de nenúfares, canizia e bonhos. A nível piscatório existem achigã, lúcio, carpa, tainha, perca, sendo conhecida pelos seus pimpões existem também grandes quantidades de lagostins-vermelhos e variados tipos de rãs.

É frequente ver os moradores com canas de pesca nas margens onde também existem áreas verdes para piqueniques, por exemplo.

4. Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga

A linha férrea da Linha do Vouga foi inaugurada pelo Rei Manuel II em 1908 e é a última linha de bitola ainda em operação no país.

Na estação de Macinhata do Vouga há muita parafernália sustentando o legado da linha do Vale do Vouga.

Podes ver a bilheteria de 1914, uma carruagem de 1942 e o interior de uma carroagem postal datado de 1954. Mas os inevitáveis ​​interessados ​​são as oito locomotivas a vapor restauradas, a mais antiga é de 1886.

Poderás inclusive apanhar o Comboio Histórico durante os meses julho, agosto e setembro em Aveiro com destino a Macinhata do Vouga e aproveitar para uma visita a Águeda e ao museu.

5. Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga

Na zona rural arborizada e montanhosa de Águeda, num afloramento de arenito, encontram-se os restos de um poderoso forte com quase 3.000 anos de idade e reutilizado pelos romanos.

Tem paredes de até 3,3 metros de altura e mais de 40 metros de comprimento.

Nas ruínas das habitações e defesas, observarás a diferença entre os estilos de construção primitivos circulares na Idade do Ferro e as construções retangulares mais sofisticadas que os romanos trouxeram consigo, usando pedras bem quadradas.

Infelizmente a estação arqueológica está há anos fechada ao público para reforma, porém é uma atração destacada em blogues de turismo estrangeiros. Informa-te mais na página da Câmara Municipal de Águeda.

6. Museu Etnográfico da Região do Vouga

Esta moradia do século XVIII é uma das maiores propriedades de Águeda e foi protegida da demolição pelo município. Depende atualmente do Grupo Folclórico da Região do Vouga e foi fundado em 4 de Julho de 1977.

Foi enriquecida com mobiliário, arte e porcelana de outra propriedade histórica da cidade (localizada no Parque Alta Vila) e dá-lhe uma perspectiva sobre a vida dos ricos em Águeda no início do século XX.

Cada quarto foi cuidadosamente concebido para revelar a etiqueta de jantar, costumes religiosos ou artesanato, e alguns manequins vestidos com a roupa do período histórico.

Na cozinha, encontrarás a única peça de mobília que já estava na casa; um belo armário de pinho.

7. Museu da Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro

Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro eram colecionadores de arte de Águeda que fundaram uma fundação em 1969. A sua função era reter e cuidar do enorme material de arte que o casal havia montado no decorrer das suas vidas.

Em 1985, esta coleção de pintura, escultura, porcelana, prata, joalharia, mobiliário, instrumentos musicais, relógios e marfim foi exposta nas seis salas de exposição deste museu.

A maioria das peças é de 1300 a 1900, mas também há obras da antiguidade, como o magnífico conjunto de vasos da Grécia Antiga.

8. Ponte Medieval do Rio Marnel

Numa cena dolorosamente interessante, emoldurada por bosques e o rio Marnel, largo e de fluxo lento, é uma ponte que está aqui desde os anos 1200.

A ponte tem cinco arcos e se olhares de perto o segundo arco, poderá ver os vestígios de um nicho.

Isto foi para uma estátua mariana de “Nossa Senhora do Rosário”, que foi transferida para um oratório na entrada norte da ponte.

Todo o local é um parque, com uma passagem de madeira para dar uma visão melhorada da ponte. Esta passagem também te liga a uma pequena ilha fluvial que tem mesas de piquenique, se quiseres passar um pouco mais de tempo neste lugar romântico.

9. Parque da Alta Vila

Em meados do século XIX, o Dr. Eduardo Caldeira, o dono da propriedade no topo da cidade, começou a transformar as suas terras num romântico jardim inglês.

Nas décadas seguintes ele plantou árvores exóticas e construiu uma capela, falsas ruínas medievais, pontes sobre um lago em miniatura, caminhos sinuosos, uma estufa, grutas, pavilhão de caça e um casa campestre.

Este parque de três hectares acabou por se tornar propriedade pública no século XX.

10. Passeios a cavalo

Águeda investiu em peso uma pequena rede de trilhas sinalizadas, seis das quais começam bem perto da cidade.

Poderás partir da cidade até à Pateira de Fermentelos, passear pelas margens do rio Águeda, seguir a rota da ferrovia histórica (Linha do Vouga) ou ir para leste, onde as colinas altas são cobertas por um profundo pinhal.

O cenário bucólico do rio Vouga é um paraíso para andar a cavalo, e os estábulos do Abrigo d’Aventura podem ajudar-te a conhecer o outro lado das aldeias do concelho. Poderás personalizar o teu passeio de cavalo com kits básico ou com longas caminhadas pelo vale arborizado.

11. Praia Fluvial do Alfusqueiro

O Atlântico fica a aproximadamente uma hora a oeste na Praia da Barra.

Mas se é muito longe, podes contentar-te com as praias fluviais de Águeda.

A Praia Fluvial do Alfusqueiro é a mais próxima, situada num meandro do rio Afusqueiro.

Este rio serpenteia desde a Serra do Caramulo e aqui na borda da cordilheira estarás num vale profundo coberto de madeira e floresta.

Há uma grande área de areia, água para nadar e brincar, e espaços gramados com guarda-sóis.

No verão, a praia tem quiosques temporários para o caso de precisares de bebidas.

12. Enoturismo

Águeda fica na Bairrada DOC e a maioria das vinhas fica a oeste da cidade na planície costeira.

O clima ameno, temperado pelo oceano, a chuva generosa e o solo arenoso são perfeitos para a uva Fernão Pires.

Isto é usado principalmente para os espumantes picantes e afiados da região.

Se gostas de uma viagem de vinho, há adegas, as Cavernas Primavera e três vinícolas nos limites de Águeda.

Para além dos espumantes brancos, muitos produzem vinhos tinto normalmente produzidos a partir da casta Baga, para vinhos densos, robustos e frutados.

Quinta da Aguieira, Quinta do Ferrão e Quinta Vale do Cruz, por exemplo, recebem visitas.

13. Culinária

Se quiseres comer como um “aguedense” é melhor teres muito apetite. O prato de marca da cidade é o leitão assado, normalmente servido com fatias de laranja. Cabrito e coelho no forno são outros pratos bastante conhecidos.

Um lampatana é um tipo de guisado cozido lentamente em uma panela de barro especial, normalmente com carne de carneiro ou cabra, enquanto rojões são barriga de porco frita com batata.

O antigo porto de bacalhau em Ílhavo não fica longe, e tem volumes de receitas de bacalhau salgados: podes encomendá-lo cozido, frito com molho de cebola ou frito em massa.

Confere nas pastelarias da região o famosos Pastel de Águeda ou os Ovos Moles de Aveiro, doces inventados em conventos. A broa de milho e o pão assado com centeio são outras delícias da culinária do concelho.

Estas são as atrações de Águeda mais faladas nos blogues de turismo internacionais.

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