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Escuteiros apoiam bombeiros que combatem chamas em Águeda

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A Junta Regional de Aveiro do Corpo Nacional de Escutas envolveu dezenas de escuteiros no apoio logístico aos bombeiros que combatem um incêndio com várias frentes ativas na região de Águeda.

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Em declarações à Agência ECCLESIA, o chefe Miguel Oliveira revelou que cerca de 40 escuteiros estão neste momento empenhados na ajuda aos soldados da paz.

“Temos um plano com quatro turnos montados, de seis horas de trabalho, cada equipa composta por 6 a 10 elementos”, explicou aquele responsável, descrevendo depois o tipo de ações feitas pelos jovens do CNE.

Passam sobretudo pela “recolha de alimentos que chegam ao quartel de Águeda” e pela preparação de “kits para distribuir pelos bombeiros, quando eles chegam para descansar ou para reforçar a alimentação e bebidas”.

Não entrando no “teatro das operações”, os escuteiros revelam-se assim vitais para que quem está a combater as chamas “não fique desidratado”.

Os focos de incêndio na região de Aveiro, à semelhança de outros distritos, como o Porto, têm sido mais que muitos.

“A situação está um pouco complicada, os meios começam a ser escassos da parte das corporações e é impossível acorrer a muitas situações”, lamenta o chefe Miguel Oliveira.

Na região de Águeda, chamas que deflagraram na madrugada desta segunda-feira obrigaram inclusivamente à evacuação de um lar de idosos, na região de Préstimo; e destruíram um armazém de materiais de construção no lugar de Á-dos-Ferreiros.

Em estudo está a possibilidade dos escuteiros prepararem outra equipa de apoio para o Concelho de Estarreja, outro território que tem estado a ser fortemente fustigado pelos incêndios.

O chefe Miguel Oliveira destaca a importância dos “civis se disponibilizarem também a ajudar”, na doação sobretudo de “água, leite e pão”.

Aquele responsável alerta no entanto para a necessidade das pessoas obedecerem às regras de segurança, não colocando as suas vidas em risco desnecessariamente.

“A questão do ir ver, o estacionar os carros, às vezes é preferível ficar de fora do teatro de operações e estar disponível para auxiliar quando é necessário”, aponta o chefe que integra a Junta Regional de Aveiro do Corpo Nacional de Escutas.

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